domingo, 1 de novembro de 2015
Nada importará
na elevação do céu, não há o afastamento do olhar na nuvem cinza e indolente;
nem balbúrdia acima dos prédios, nem indiferença naquilo que o vento dos lugares mais altos trás consigo. Enxerga
os anjos? Ouve suas vozes? Atenta à velocidade capciosa dos carros, o lamento
contínuo dos pneus percorrendo o piche. Percebes? Me diga então, o que te faz ficar,
como se a vida fosse resignação, paciência e solidão. Permaneces alheia, como
se o universo te sorrisse e te enxergasse, mas não te amasse por completo, como
você o ama. Vá, menina. Não há nada aqui. Voe e procure algum infinito para se
estabelecer. Daqui te enxergarei, indo, indo, despedaçando-se no horizonte.
terça-feira, 27 de outubro de 2015
um pressentimento de algo a ser
dito
algum entendimento que me
constitua
numa fala
sem que me reduza à reverência
com o olhar voltado para o chão
um sonho demasiadamente elevado
e se eleva, ainda
sem poder fazer da memória
habitação
o ápice
dos limiares que percorri
desconhecendo o que me cabe
no átrio, o despertar
observo as silhuetas
que me restituem aos moldes do Tempo
um jovem em adoração
glorifica a amada
com chavões intencionais.
e um bêbado disperso
que por nada compreender,
sorria, indolente
na figura, o aspecto suspenso
do aprazimento
reverenciando a si próprio
e de mim,
a extasia
exalava
numa convicta estabilidade
da luz insone,
meus pés decididos
movimentavam a passagem duvidosa
a consciência me soa
sutilmente
carecida do apelo
sempre o mesmo
sempre
e entre os amantes
houve a fala
e lá se descobria
sua nudez
muito expostos, sentiam-se
por pressentirem-se relacionados
destituíram-se de equilíbrio
e clarividência
que muito se equiparariam
ao desespero)
e foi a resposta que encontraram
para escaparem da punição
da existência terrena.
da existência terrena.
vencida pela lucidez,
não haveria fascínio
que me distraísse
(assim eu repetia, como
todo raciocínio falacioso
que percorria minha imaginação)
eis a substância
da realidade imediata
reconhecida pelo decorrer dos dias
protegida por um mundo
de nomeações.
por onde caminharia a alma sem o
corpo?
e entre os espaços
entrelaçam-se as dúvidas
sobre como celebrar
essa conveniente urgência
da momentânea habitação sensorial.
Nos espaçamentos espaçavam-se os
pássaros
Em suavidade declamavam sua dança
Em conformidade uns com os outros
para satisfazerem
Os propósitos da mãe natureza
E se já não me conheço
Se me surpreendo nos espaçamentos
inquisitivos dos pássaros
Como reconhecê-lo?
Absorto, tu imaginas
Levanta e caminha, e em uma
estrela
Se alça, do meio da ameaça da
realidade
Quem se compadeceria, além de ti
De seu retiro, sua distração?
[Somente eu]
E como quem há muito
Tornou deste lugar uma habitação
Tu contrarias a lógica em
aquiescência
Vagando por várias eternidades
Sem fundamento
Ou critério
Ou alicerce
Para habitar
Qualquer coração
[Que não o meu]
segunda-feira, 21 de abril de 2014
o vento percorre os telhados, realça o afastamento dos céus;
e deposita os sons das criaturas da terra ao abandono em que se situam,
cerceando os ouvidos, elevando-se estrangeiros de suas realidades. seria suposto
que tornássemos deste lugar uma habitação? mas continua-se, remanesce-se na
mudez velada do espaço que está acima, além do fardo de pedra da quietude das
nuvens.
a aparente eternidade das estrelas nos percorre através de
seus luzidios olhares. e é por essa direção que a quietude nos encanta. mesmo que
as coisas terrenas, de acordo com sua razão instintual, pereçam e algumas tomem
o contorno do fim numa evidência física; ainda a morte nos restaura à união com
as vestes celestes.
[abandona-se os telhados, busca-se o vento]
inerte, meramente por amor à imobilidade, fiz o espírito em ruínas,
para que poucas coisas pudessem ser continuadas. por quanto tempo elaborei o
motivo das estrelas, testemunhas da memória, procurarem tanto evadir-se da
realidade. ainda assim, em vão. investigo os pontos de luz: seus princípios já
mortos. nossa única realidade factível é esse chão do imediato aos nossos pés. nas
ruínas derradeiras, as águas percorrem as cavidades da rocha; desenvolve-se a
erva daninha. novos padrões circundam o inalterável.
terça-feira, 1 de abril de 2014
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Into utterness,
Into dizzying chaos, -
The eternal boiling chaos
Of my locks!
Behold thy lover, -
Stone!
Hart Crane
É notável a capacidade dos sonhos de nos colocar à frente do inesperado. Entre o meio da psicologia, no âmbito dos sonhos, é apontada a função de transferir o inconsciente ao primeiro plano. Fazer uso de metáforas para trazer questões pendentes e neuroses quaisquer à tona. Há casos em que o inconsciente é generoso, e que depravações terríveis relacionadas a desejos velados são mostradas através de símbolos cuja interpretação imediata nos é bloqueada.
Mesmo então, o estudo dos sonhos é incompleto e a
subjetividade implicada em tudo isso é motivo de devaneios poéticos. É-me
particular o fato de que, eu não posso tentar criar um equívoco a partir de
inúmeras ocorrências desagradáveis, como ocorre na consciência. Meu senso
lógico que está imerso no âmbito sentimental surge triunfante, e se une com um lapso
de orgulho, expandindo-o. Não há nenhum encarar dos fatos, há a ignorância
presumida, há a felicidade do controle.
Há particularmente duas circunstâncias que me causam medo, até onde
entendo, no domínio consciente: mediocridade e esquecimento. Além dos impulsos
naturais instintivos, como sobrevivência, o vulgo em meu interior torna
evidente que o receio pela mediocridade (não à qual somos comumente subjugados,
mas uma que se estende a um nível único e apenas pessoal; e aí eu posso encaixar o constrangimento num eufemismo) e pelo esquecimento
se sobrepõem e moldam algumas decisões.
Então, eis, os sonhos.
Noite passada, um sonho de uma hora teve a duração do que
pareceu ser uma semana inteira. E uma semana inteira de detalhes vividos do que
eu conscientemente gostaria de me distanciar e ignorar, como tudo o que está
pretensamente ao meu poder de escolha. Eventualmente soava como uma tortura em
que você é obrigado a manter os olhos abertos enquanto várias imagens mentais
de especificidades de um contexto de vida caminham e evidenciam sua insignificância.
Não me recordo de ser tão impotente, mesmo em sonhos de violência propriamente
dita.
Ignorando narrações e menções desnecessárias, eu despertei de uma
metáfora, que implantou a motivação da escrita pela madrugada,
antes de fazer qualquer coisa. Num primeiro momento, outra pessoa protagonizava o meu sonho e ele emulava o clichê da personalidade de um herói. Eu era uma moça ordinária, procurando manter a cabeça ocupada
com amenidades (tentando ser isenta de culpa?). Até que, o herói mitológico,
que estava no mesmo ambiente que eu, divagava naturalmente como se, à presença iminente do perigo, eu não representasse muito
mais do que uma jovem que devesse ser protegida e que precisasse de pouca atenção. Num segundo momento, o sonho mudou quase por completo. Havia brilho e
devaneios exaustivos, ainda assim (era um Quixote, esse herói). Sua dama logo chegaria. Mas, ao contrário de quaisquer metáforas
advindas de delírios românticos, sua dama realmente era uma deusa. E tu, que vives de enganações és Medusa. Seu
castigo e sua forma lhe são mais coniventes com suas infrações, e não poderias
nunca se equiparar à Atena, que jamais se subjugou à decadência. Então, ela,
a dama, seria Atena, que, na memória do mundo, representa todas as
qualidades admiráveis da nobreza. Perpetuamente seria um ícone de idealizações,
e calidamente forneceria euforia e coragem em seu estado virginal (embora a
Atena do âmbito onírico mais se assemelhasse a uma adolescente contemporânea, irritação
da qual meu inconsciente não poderia me poupar). E eu, bem, o que eu era, e a
punição por nada moralmente aterrador que me foi dada, já se tornou evidente.
Eu não poderia mais encarar minha própria face, e me recolheria ao
esquecimento. À clareza da razão, o claustro do contorno do sonho não parece tão
insuportável, e as conjunturas são compreensíveis. Não há realmente um problema com isso, eu diria.
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
em meio a nuvens brilhantes, indômita;
aponta os ânimos da luz consumida
em apreensões e toxinas de um riso amável,
que um lamento encoberto percorre a constrição
nesta invenção lasciva de ânimo indolente;
e abandona-se a forma, molestada pelos anos,
sob a opressão do frio pousam os pés arroxeados;
e a instintiva torção e a postura descuidada.
entre passos sucessivos,
cada esforço fraturado
existe, e na dimensão do invólucro
a asserção do corpo não reverbera.
entre passos sucessivos,
cada esforço fraturado
existe, e na dimensão do invólucro
a asserção do corpo não reverbera.
como se a violência excessiva acolhesse
uma confusa indiferença dos símbolos
e a situasse
num lugar ordinário.
o cabelo desarrumado une-se ao travesseiro,
numa cômoda desordem de abatida conciliação
de versos calados e desejos submissos,
e do corpo desabita-se o domínio estreito.
domingo, 8 de dezembro de 2013
domingo, 1 de dezembro de 2013
Assim vem a brisa, para me lembrar da leveza da voz
seguramente arrastada, que me deixou completamente só; acolhendo uma canção
monótona, pensando sobre todas as regiões inalcançáveis, e sem lembrar do que
amar. Então, vamos nos limitar a breves suspiros, e nos concentrar no domínio
da natureza, muito mais forte do que a angústia enclausurada pela qual se opta
comumente.
E nossa definição de tempo não permite uma última palavra,
pois esta se abandonaria, antes da própria evidência em pronúncia; se
estrangularia na garganta, incrementando-se e cerceando seus vastos sentidos,
até que a brisa a desloque para muito além de nós mesmos, gradativamente, como
todo o resto que caminha. Todos os corpos possuem projeções nas sombras, e
assim é a palavra que nos arrebata com sua equivalência negativa, sua demanda
de silêncio.
“A espera é um equívoco”.
Se assim fosse, todas as ações humanas movidas pelo
arbitrário (não tão arbitrário posto o aspecto decisório dos elos sentimentais)
seriam equívocos iguais. Não há uma resposta para qualquer orientação.
“A expectativa é um erro”.
Assim como qualquer noção pré-determinada de acordo com a
convenção. O que seria, então, a manifestação do desprezo pela esperança
habitual, senão a negação e repressão da própria vontade expectante? Uma tentativa de
conduzir e condicionar o que não poderia ser manifesto.
domingo, 24 de novembro de 2013
acalentado
por sonhos etílicos, caminha, afetuoso e amainado. prosseguia como se
percebesse desprovido da matéria, elevando-se às nuvens, em epidérmica sensação
conflitante, expelindo o álcool; resvalando espacial ou temporalmente, pois
tudo cerceia. sentido livre, velocidade por entre o caminho, e o tempo sem
duração. e sem destino, como seria uma suposição natural à vista de um
embriagado, repete sentenças, de um segredo não posto, e que não permite a
participação de qualquer outro – possivelmente nem ele mesmo. o bêbado, a
sentença dispersa ou os dois; um desprendido em direção à urgência, o outro
cambaleante em seu aprazimento pela continuidade na caminhada pela calçada,
pelo meio-fio, e de novo, parcialmente num processo de apreensão do ato de
caminhar, ao passo de que o mundo prossegue suficientemente equilibrado, assim
como as outras pessoas. as sentenças repetidas da defluência da caminhada; qual
seria supostamente o significado de se duplicar o que estaria previamente
determinado? o processo do aprendizado do ato de caminhar; o bêbado premedita
cada circunstância, e não compreende o andar como um aprendizado, mas como uma
reinvenção. o âmbito alcoólico reaquista o cintilo do mundo; não se duplicam as
sentenças, se reelabora suas definições; - sentido e fugacidade, o firmamento
do prazer é o entusiasmo do que se renova. um pé à frente e antes do outro, o
mesmo, ou ambos, ou vice-versa – tanto faz; ou não, devido ao fato de que não
poderia ser desigual podendo ser equiparado a outro que já foi, não poderia
haver um discernimento; logo será um compreendido como novo, e seria também o
chão de concreto pisado, e também seria o aglomerado de água de chuva fria, que
cerceia os pés dos desavisados, e deixa uma sensação congelante no incômodo que
seria a meia molhada. e ainda mais fria até a chegada da anestesia. e
prosseguindo na caminhada tentando recordar as aparentes similaridades que
haveriam de ser recordadas, tanto, e de forma tão excessiva. a rua é impregnada
pelo frio, pela sensação de vazio, a despeito dos sons dos amantes. e aqueles
que se amam em efemeridade falam muito, tanto, enquanto manifestam quase nada
daquilo que lhes concerne – somente o que é suposto que falem, somente chavões
intencionais. distanciem-se daqui, esse lugar não é lugar de palavras prepostas que se situam muito próximas àquilo que já foi, ainda no
presente, e se tornam tão desimportantes. prosseguindo com a caminhada, o
bêbado cai; e ele poderia obter seu sustento, firmar-se na fixidez do chão ou
naqueles muros protetores; mas tudo se tornou repentinamente prazeroso e pelo
domínio natural ele opta pela pedra. então, digamos que ele rechace tudo o que
tem feito e o seu estado atual, pois tornou-se ainda mais volúvel no âmbito
etílico – arrependido do que tem feito e do que caminhou, e do tanto que disse
a quem não deveria conhecer qualquer fragmento do ínfimo de seu quieto coração
em sobriedade; não nessa sequência, pois como caracterizar o rumo, este curso e
esta urgência que nos situa para muito adiante daquilo que nos é habitual
e insípido? todavia, o bêbado, agora já num processo de assimilação
das dores da sobriedade, se vê a salvo na perturbação moral de um lugar que
sempre se permanecerá na pendência pelo vínculo; em que quanto mais se percebe,
menos se assimila, e mais afirmativa passa a ser a ignorância; pois a certeza é
um símbolo, e tudo se distancia e decorre; o prazer, a renovação e o
entusiasmo, quase ofuscados pela virtude da sobriedade.
domingo, 3 de novembro de 2013
Há um silvo exasperante que distorce a concentração, com
faróis traçando caminhos de luzes pela paisagem. Gostaria de poder me locomover
dessa forma pelo domínio insensível; contundir a visão do que não enxerga, ou a
audição do que não escuta. A quietude debilitante reverbera de um intenso leito
do estrondo cansado. Dessa forma, as máquinas solitárias não poderiam trabalhar
se depostas de sua massiva exuberância. Derivam pelo cansaço multiplicado pela
escuridão, implacável. Os choques esporádicos procuram um amontoado. Os
intervalos genéricos são impedimentos. Todos se voltam à escuridão, no
pertencimento. Os sentidos retornam ao si-somente. Minha cabeça pendente para
trás. Percebo-me reduzida à massa contrastante. E findou-se o espaço de tempo e
a localização é equivocada. Não-permitido coisa alguma. Grilos à distância -
tranquilidade. Faróis, (num primeiro momento, alheio à dispersão), hostis,
surgem pela janela. Gradualmente. Eleva-se da profundeza um brilho intenso de
lanterna, que choca, decorre, toca, desdobra e acorda. Surge, de lugar algum.
Debilmente, a iluminação reflete em cada ser, interditando e declinando a
inessência. A totalidade do que os olhos veem, e a perspectiva do vazio que é
disperso. Condenação da matéria penetrando na vigília de outrem.
domingo, 27 de outubro de 2013
e perseveras a repreender as
divindades;
ainda renuncias
ainda renuncias
a imponência com teu desgostoso
olhar.
uma incógnita para minha
percepção
que o indelével até então o
sustente
em seu asilo, mesmo que
precário.
teu olhar sobre
tudo o que é infindável
recordação do definhamento;
errante pela agonia
dos intervalos, ansiamos por
idealizar;
mas a imprecisão nos repreende:
refletir tolhe o rumo da eternidade.
mas a imprecisão nos repreende:
refletir tolhe o rumo da eternidade.
torna-se débil, como algo
restrito
qualquer, sem alma.
então, a comoção:
o cosmo aparenta
revolutear-se; todavia a essência
das matizes do universo
permanecem
nebulosamente impassíveis.
desarranja-se num reflexo
lacustre
a claridade do sentido da existência
símbolo.
mesmo para a tumba há óbito.
a totalidade se movimenta.
encabula-te de tanto hesitar;
partiram a destreza, o desejo, o
vigor;
sobrando apenas
aflição e delírio.
[como se
como se não a pudesses abandonar,
a matéria, como se
te revolvesse sem propósito, sem
propósito
houvesses escancarado o peito,
glorioso
com vastas possibilidades
ao céu, irrestrito;
cada expressão te estagnava,
cada frase te interrompia
suspenso, nas palavras:
mesmo teu desconhecimento
parecia há muito compreendê-las]
ansiavas a compreensão;
definhando,
extingue-se o desejo;
desconhecer: eis
o infinito.
os espaços de tempo são curtos;
o chão absorve tua sombra,
perscrutando a matéria.
por tantas vezes perturbou tua indiferença
em melancolia acometida.
todavia, agora
permaneces resignado
definha pelo próprio testemunho.
é inevitável: calidamente as
divindades,
o acolheriam,
num fôlego poderia retê-lo,
e perguntar-lhe: és meu?
[talvez num delírio acometido
pela culpa enevoada –
melhor do que me firmar sem a tua
presença]
então, para nós, silencioso e
indefinido,
o porvir se transforma em ode.
todavia, certamente
tolamente os mortais
em delírios e choros,
afligem-se por seus corpos
por seus mortos,
pois derramam prantos
por ilusões enfraquecidas:
as reminiscências da alvorada do ser.
sábado, 26 de outubro de 2013
No âmbito onírico, caminha inadvertidamente por um deserto.
Obscurecida a vista do sol e da areia branca.
Morosa massa plúmbea encobre o brilho,
Enquanto o sombreado descansa sobre o cume das ruínas
De uma torre, há muito esquecida -
dos espaços de tempo
Indiferentes.
Na parte interna, escuridão, a que embarga
A visão – percepção soberana, mundana.
No declive, apenas o tato,
Tem por orientação paredes indefinidas, pregueadas,
Inumeráveis lances de escadas,
Sempre os mesmos.
Ao fundo, se ouvem ecos de aflições,
Acima, vibra uma queda de pedras.
Num choque ininterrupto em acercamento,
Mas sem surgir – ou abandonar a posição.
Passos peregrinos, sem sustento nem sentido.
Dissipou-se o começo, em passagens excludentes;
Trilha sem acesso, ser em suspensão,
Por meio do declive penoso,
E a subida frustrada, aguarda, desconexo,
Numa umidade espessa, sufocante –
Num fastio perene,
Esquecido da crença no acordar.
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