trilha sem pegadas de outra circunstância; roupas sem sustento, balouçando com o soar dos sinos, habituados ao contar dos minutos, dos segundos que não podem ser ouvidos, do tédio dos dias, da demora que engendra coisas que são desfeitas com o passar dos anos, do momento da espera por mais. o lapso da brisa que conduz o som, através do branco amarfanhado das roupas, indefinidas em inteireza, que me procuram, abundantes, cerceando; deslumbres, extasias – anima que no próprio âmago estua –. das nuvens migratórias elevando o ontem que não se quer de mim; o prolongamento da matéria; o conflito exasperante dos corpos, – a arritmia matutina; os lençóis vertidos em mortalhas sem nódoa, julgados pela brisa, disforme, violentamente, açoitando, bruscamente, ruidosamente; – o barulho, no passar do que é visível, na derrocada do dia, na solidão; na apatia hesitante que é suspensa com o tempo vertido em substância.
seda vertida em ferro inviso, um nó de aço – insta a vítima, que se debate; sem poder se desfazer na eternidade; no pensamento que se eleva, que consome, e só nos cabe a observação expectante – do instinto primordial do universo de sujeitar cada coisa à sua própria queda –. pois mesmo em tecido amarfinado, e ornado nó tocado pelo vento – sendo um laço, não haverá de ser brando.