segunda-feira, 16 de abril de 2012

Chuva.


Não, nunca mais. Que torne-se o canto da sobriedade, tua enunciação. És em verdade como um pássaro desamparado, lançado no íntimo do céu.
E o seu amado, buscava a companheira ideal, coberta e invisível. Distante como um eco solitário que não é ouvido por ninguém. Um pressentimento de amparo sob a chuva torrencial do mundo, que se derrama em incompletude e confusão.
E o momento é cálido, como não poderia ser? Aquela simples percepção valerá o infinito. O que mais poderia desejar além daquele momento?
Por fim, despeça-se, em sorrisos sinceros, para que ele não torne a habitar seu coração. 

2 comentários:

Lary C. França disse...

*_* me lembrou um pouco a Cecília Meireles, a parte um tanto onírica. Passa uma emoção delicada, enírica e bela. Amay o texto *_* Passar o sentimento de como se estivesse lendo uma poesia. As indagações, metáforas, descrições e as palavras de modo geral foram utilizadas perfeitamente *_*

Highlander disse...

Cada vez você consegue aperfeiçoar mais seu estilo! Esse texto é pereito! Só usou as palavras necessárias, e elas tem um ótimo ritmo e força. Muito bom, mesmo =)